segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sorvete com sabor do cerrado

Frutos de baru, planta nativa do cerrado. Sua amêndoa, rica em proteínas e minerais, é consumida torrada e usada na fabricação de farinhas, barras de cereais, biscoitos, doces, licores e molhos. (foto: Denis A. C. Conrado)


Sorvete com sabor do cerrado
Polpa de baru, fruto brasileiro conhecido por sua amêndoa nutritiva, é usada na produção dessa iguaria gelada. Estudo feito na Unicamp deu origem também a um método mais eficiente de separação da semente e aproveitamento do fruto.
Por: Camilla Muniz


Um dos frutos do cerrado que vem conquistando mercado devido à sua nutritiva amêndoa, o baru agora pode ser também apreciado na forma de sorvete feito a partir de sua polpa. A produção da iguaria é o resultado prático da tese de doutorado do engenheiro de alimentos Bruno de Andrade Martins, que buscou desenvolver tecnologias que otimizassem a cadeia produtiva e permitissem maior aproveitamento do fruto.

A extração do baru (Dipteryx alata Vog.) – encontrado sobretudo no Centro-oeste e em parte das regiões Sudeste e Norte – é feita manualmente pelas populações nativas do cerrado. A amêndoa, rica em proteínas e minerais, é consumida torrada (o gosto se assemelha ao do amendoim) e utilizada na fabricação de farinhas, barras de cereais, biscoitos, doces, licores e molhos.

Da semente ainda é possível extrair um óleo com elevado grau de insaturação (compostos orgânicos com ligações duplas ou triplas), que tem propriedades antioxidantes e é usado para temperar saladas e aromatizar ambientes.

No entanto, a polpa, muito seca, é geralmente descartada após o rudimentar processo de corte. “As perdas na cadeia produtiva estão relacionadas à falta de tecnologia no processamento”, explica Martins. “O objetivo do estudo foi desenvolver métodos que proporcionassem maior eficiência na extração da polpa e da amêndoa para reduzir essas perdas”, conta o engenheiro.

Durante a pesquisa desenvolvida na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Martins verificou que a polpa do baru pode ser mais facilmente removida se o fruto for hidratado com água quente.



“Após a hidratação, a polpa deve ser retirada com o auxílio de um despolpador e então conservada com a adição de açúcar e ácido. A aplicação dessa nova técnica possibilita o aumento da capacidade produtiva das amêndoas e o aproveitamento da polpa para diversos fins, como a fabricação de sorvetes”, esclarece. O engenheiro criou, ainda, um padrão de torração das amêndoas. O procedimento corrente, realizado em fornos artesanais, processa muitas sementes cruas ou queimadas, que acabam não tendo boa aceitação no mercado. O uso de torradores rotativos aliado ao controle de temperatura, tempo de torração, cor e perda de massa demonstrou que é possível conferir maior produtividade e qualidade ao processo.

Camilla Muniz
Ciência Hoje / RJ

Fonte:

http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/277/sorvete-com-sabor-do-cerrado

sábado, 29 de janeiro de 2011

Ipojuca é a terceira cidade que mais gera empregos no Brasil


Ipojuca é a terceira cidade que mais gera empregos no Brasil
Do Jornal do Commercio

Com o saldo total de 1.376 empregos gerados, a cidade de Ipojuca ocupou o terceiro lugar na geração de empregos com carteira assinada em dezembro último, perdendo apenas para Fortaleza, capital do Ceará, e Santos, no litoral paulista, segundo os dados do Ministério do Trabalho e Emprego. A primeira abriu 2.602 postos, enquanto o segundo lugar gerou 1.462 empregos. A classificação do município pernambucano chama ainda mais atenção quando se compara a população das três cidades que foram destaque. Enquanto Ipojuca tem 80 mil habitantes, Santos soma 419 mil e Fortaleza totaliza 2,4 milhões.

Os empregos novos estão sendo gerados pelas empresas que estão se implantando em Suape. “Houve um tempo em que Suape não trazia repercussão para Ipojuca. Hoje, estes empregos estão aquecendo a economia do município. O comércio está incluindo produtos mais caros e existem mais serviços especializados, como consultórios médicos, odontológicos, reprografia, entre outros”, diz a assessora especial da Prefeitura de Ipojuca, Simone Ozias.

Na opinião do professor de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Raul da Mota Silveira, o empecilho no aquecimento da economia de Ipojuca é a baixa escolaridade. “Os novos empreendimentos de Suape exigem mais qualificação do que a população economicamente ativa de Pernambuco tem. Por isso, nem todos os contratados em Ipojuca são da Região Metropolitana, havendo muitas pessoas de fora”, afirma. Menos de 40% da população economicamente ativa do Estado possui mais de 11 anos de escolaridade.


Leia mais no JC

Restaurante inova e aceita reservas pelo Facebook

Restaurante inova e aceita reservas pelo Facebook
End.: r. Peixoto Gomide, 1.901, Jardim Paulista, zona oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3081-2158.
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações
Fabiana Seragusa

Quer reservar uma mesa para almoçar ou jantar no Zena Caffè? A partir de agora, você pode garantir seu lugar usando o Facebook. Basta usar o aplicativo --que ficará disponível na página do restaurante-- e escolher horário e local de preferência (mesas ao ar livre ou no salão, por exemplo), além de definir outros detalhes.

Divulgação



Para colocar em prática o projeto, o chef Carlos Bertolazzi contou com a experiência do empresário José Otávio Castro Neto, da empresa Full Squad, que desenvolveu o programa on-line de reservas. "O maior diferencial é que o sistema fica dentro da rede social", diz o chef, fazendo referência a outros sites especializados, como o Open Table. "É algo inédito no mundo."

Para Bertolazzi, esse será um atrativo a mais para as cerca de 8.500 pessoas que já "curtem" o Zena Caffè pelo Facebook. Além de uma forma de ganhar clientes. "Porque as pessoas só conseguem usar o aplicativo se forem fãs da página."

A previsão é de que o aplicativo seja utilizado por outros clientes só a partir de março.

Informe-se sobre o local
 
Fonte:
 
http://guia.folha.com.br/restaurantes/ult10051u867417.shtml?utm_source=feedburner&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed%3A+com%2FctMB+%28Folha.com+-+Tec+-+Principal%29&utm_content=Twitter 

Capeletti com galinha-d’angola é opção para noites frias da Serra da Manti

Massas caseiras com produtos de Gonçalves, MG

Um punhado de pequenas cidades, no sul de Minas Gerais, se espalha pela cadeia de montanhas da Serra da Mantiqueira. Entre elas está Gonçalves, que pertence a APA (Área de Proteção Ambiental) Fernão Dias, pela fauna e flora preservadas nos remanescentes da Mata Atlântica. Porém, o município de apenas 4 mil habitantes e seu entorno mantêm ainda uma riqueza de outra ordem, a culinária, que ficou muito tempo escondida nesses cantos das Gerais. Foram preciso paciência e um longo ciclo para que a paulista Tanea Romão revelasse as tradições dessa cozinha de fogão de lenha e galinhas criadas no terreiro, resguardadas dentro das pequenas propriedades. Tanea chegou a Gonçalves há 12 anos com a finalidade de ter uma vida rural a fim de tocar o projeto de trabalhar com ervas, especiarias, conservas e geleias para o mercado gourmet.


Folhas de ora-pro-nóbis (esq.) são comuns nos pratos mineiros. Os capelettis (à dir.) são feitos artesanalmente, um por um

Passada uma década, ela acreditou que seus tachos, panelas e elogios de cozinheira de mão cheia dos amigos pudessem se estender por outros repertórios da cozinha. Há um ano e meio, ela abriu o Kitanda Brasil – significa tabuleiro no dialeto africano quimbundo – em uma típica casa mineira de janelas que se abrem diretamente na calçada. Lá só entram alimentos comprados direto do produtor em um raio que não ultrapassa 200 quilômetros. Tanea segue os ideais do locavore (algo como “que se alimenta de comida local“), ideia surgida nos Estados Unidos que prega essa distância como máxima aceitável para que grãos, frutas, hortaliças e carnes viajem antes de ser compradas. “É uma forma de consumir alimentos frescos e fortalecer o comércio local“. Além da questão econômica, a cozinheira queria resgata as tradições culinárias regionais respeitando os princípios do Slow Food, movimento de origem italiana do qual faz parte surgido em 1989 em resposta à padronização alimentar da fast-food.

No final do ano passado, ela foi uma das chefs brasileiras a participar do encontro internacional do Terra Madre, rede de comunidades do Slow Food que procura dar visibilidade a quem produz – agricultores, pescadores e criadores de animais. O evento aconteceu em Turim, na Itália. “Comer é um ato agrário, e produzir é um ato gastronômico“, comenta sobre um dos princípios dessa rede. Foi por seguir esses preceitos que Tanea encontrou raridades gastronômicas pelas montanhas. Uma delas é o cuscuz de fubá de moinho da dona Dita, no Sertão do Canto Galo, bairro rural de Gonçalves. Uma mistura de fubá, açúcar, queijo e sal é colocada em um pano que, depois de amarrada, é levada para ser cozida em água fervente. No restaurante, os ingredientes foram parar em uma cuscuzeira com água aromatizada com capim-limão. O fubá suado, também chamado de vivoca, é outra relíquia da região. Ele é hidratado com água pingada devagarinho e cozido por cerca de 40 minutos.


Tanea Romão procura valorizar a cozinha tradicional preservada nas pequenas propriedades Aos poucos, ela percebeu que sua equipe, composta de cinco assistentes locais, deixou de se espantar ao ver a clientela gostar de uma comida de origem tão simples. Elas passaram a colaborar com receitas de família – como o pudim de beterraba de uma das bisavós –, cuidam da horta cultivada com uma porção de folhosas e ora-pro-nóbis, que não pode faltar no acompanhamento de carnes e massas caseiras – fabricadas lá mesmo. O jiló colhido vira doce servido com queijo mascarpone, e o pinhão, farto na Mantiqueira, é ingrediente para trutas assadas. Tanea Romão não trabalha com menu fixo, pois depende dos alimentos que vai encontrar nas redondezas. É certo que nunca faltam carne de porco, frango com quiabo e angu servido com guisado de moelas feito na panela de pedra; e arroz de suã com arroz vermelho da região. O sucesso de alguns produtos utilizados como ingredientes – sal com limão-siciliano, mel com pimenta, açúcar com cardamomo, vinagre aromatizado e geleias variadas – é tamanho que ela passou a vender 150 tipos deles no próprio restaurante.

Por conta de tanta correria, não é raro ela ficar com saudades do terreiro do Kitanda, perfumado com canteiros de manjericão e lavanda e sombreado por uma jabuticabeira centenária. É ali que ela revê a infância passada no interior de São Paulo, da manga chupada no pé, da carne de lata e da galinha caipira com seus ovos de amarelo intenso. Era uma época de cozinhar lentamente, de cheiro de lenha constante. Em nome desse resgate, ela mantém o fogo da casa sempre aceso e um café de coador passado na hora para quem bater à porta. 
por Janice Kiss | Fotos: Roberto Seba
Fonte: http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI201147-18292,00-CAPELETTI+COM+GALINHADANGOLA+E+OPCAO+PARA+NOITES+FRIAS+DA+SERRA+DA+MANTIQUE.html

Leite rastreado

Por meio de um código impresso na embalagem, o consumidor terá acesso – via internet – às informações de procedência
por Sebastião Nascimento


Trabalhador aciona maquinário na sala de industrialização do leite longa vida da marca Aurolat 

A Coopercentral Aurora, de Chapecó, no norte de Santa Catarina, uma das maiores indústrias de alimentos do Brasil, lançou no mês passado um tipo de leite longa vida rastreado que é uma inovação mundial. Batizado de P.A.R. (Produto Aurora Rastreado), o leite traz na embalagem informações desde a produção dentro da fazenda até a industrialização final. A tecnologia foi desenvolvida pela empresa Tetra Pak e exigiu mais de um ano de trabalho. “Por meio de um código impresso na embalagem, o consumidor terá acesso, via internet, às informações”, explica Mario Lanznaster, presidente da Aurora, ressaltando que a empresa já realiza a rastreabilidade de todos os seus produtos. A diferença, segundo ele, é que essa é ativa, ou seja, automatizada.

“A ideia do leite rastreado já tinha uns seis anos. Deu certo agora porque a Aurora manifestou interesse em fazer uma experiência inédita mundialmente”, afirma Eduardo Eisler, diretor de marketing da Tetra Pak. Ele detalha como funciona a tecnologia. “Consiste de um conjunto de softwares que carrega informações acerca da origem e do processo de produção. Elas são armazenadas em um banco de dados. Este, por sua vez, contém informações como data de produção, unidade de processamento, validade, início e fim da produção, cooperativas fornecedoras do leite, análise de qualidade da matéria-prima e tabela nutricional.”

Segundo Lanznaster, o consumidor poderá checar as informações acerca da procedência do leite no site da Coopercentral. “É necessário informar o código de rastreabilidade impresso na caixinha do leite longa vida.”

Lanznaster informa que a Aurora investiu R$ 600 mil na instalação do sistema. “Trata-se de um diferencial competitivo importante e que agrega valor às nossas marcas de leite longa vida.” Ela possui duas marcas, a Longa Vida Aurora e a Aurolat. Numa primeira fase, o produto rastreado será comercializado somente nas regiões Sul e Sudeste. Lanznaster informa ainda que a inovação é uma urgência de mercado: “Na sociedade moderna e globalizada, os consumidores se mostram cada dia mais exigentes e interessados em conhecer e entender a origem dos alimentos que compram. No caso do leite longa vida, o acesso é a todo o histórico do produto”. O dirigente adianta que a consulta será feita no hotsite http://www.auroraalimentos.com.br/par
Fonte:
http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI201139-18287,00-LEITE+RASTREADO.html

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Alimentação na terceira idade



Aos 65 anos entramos em uma etapa diferente da nossa vida: a terceira idade. Neste momento o corpo se transforma, cessa o crescimento e o desenvolvimento. As estruturas orgânicas se modificam e fatores genéticos, nutricionais e o estilo de vida do idoso se tornam importantíssimos para que se mantenham saudáveis e impeça doenças.

Alimentação na terceira idade

Segundo a nutricionista Aline Costa é muito importante ter uma alimentação diferenciada na terceira idade, pois nessa fase começam a ocorrer alterações fisiológicas. “Há diminuição no gosto dos alimentos, dificuldade de mastigação (muitas vezes por perda dos dentes e uso de próteses) e alterações no tempo de digestão dos alimentos”, destaca.

A aposentada Alice Rabelo acredita que o cuidado especial com a alimentação favorece a saúde e o bem estar. “Tenho prazer em comer. Por isso, me preocupo com o que como. Evito gordura, açúcares. Opto por uma comida vegetariana, natural, porém, sem perder sabor e paladar” enfatiza.

Outra preocupação é a obesidade ou a desnutrição que podem ser causadas pela diminuição das necessidades energéticas do idoso. De acordo com a nutricionista, isso acontece devido a uma diminuição nos exercícios físicos e de um gasto menor de energia. Uma alimentação inadequada pode ocasionar, ainda, hipertensão, diabetes, doenças do coração, constipação intestinal, entre outras.

Se o idoso tiver problemas de mastigação deve ingerir alimentos de consistência mais macia, em pedaços pequenos, cozidos para facilitar o consumo. Os vegetais de folhas geralmente são mais difíceis de serem mastigados, entretanto, são muito importantes para a saúde. A dica é cozinhá-los no vapor ou refogados.

De acordo com Aline, bebidas alcoólicas, o tabaco, alimentos gordurosos, frituras, doces, sal e condimentos em excesso devem ser evitados, por não agregarem nenhum benefício nutricional. Quanto ao uso dos suplementos nutricionais, a profissional afirma que só há necessidade se o idoso estiver seguindo uma dieta incorreta e uma alimentação diária inadequada. “Não provendo dos micronutrientes necessários à saúde, pode ser preciso uma suplementação nutricional individualizada, que deve ser feita por um médico ou nutricionista habilitado” finaliza a nutricionista.

Ao preparar as refeições, o Ministério da Saúde recomenda algumas medidas especiais que são necessárias para atender aos princípios de uma alimentação saudável.

• Atenção à quantidade adequada de água consumida, em virtude da reduzida sensibilidade à sede;

• Incentivar a

higienização das mãos antes das refeições;

• Fracionar as refeições, ou seja, distribuir a alimentação diária em cinco ou seis refeições;

• Estimular o entrosamento social nos horários das refeições, a fim de proporcionar mais prazer com a alimentação e favorecer o apetite;

• Desestimular o uso de sal e açúcar à mesa, em virtude das mudanças naturais na intensidade de percepção do sabor;

• Atenção à mastigação adequada dos alimentos que ajuda a perceber melhor o sabor dos alimentos, evitando o exagero no uso dos temperos;

• Estar atento à temperatura de consumo dos alimentos. Temperaturas muito quentes ou muito frias devem ser evitadas porque pode haver mais sensibilidade térmica;

• Apresentar as refeições de forma atrativa à mesa.

Fonte:


http://www.gourmetvirtual.com.br/destaque/alimentacao-na-terceira-idade-3

Tempo na serra gaúcha promete boa safra de vinhos

Tempo na serra gaúcha promete boa safra de vinhos
Previsão é de vitivinicultures associados à Cooperativa Vinícola Garibaldi

O início da colheita de uva na serra gaúcha está sendo visto por vitivinicultores locais como uma antecipação do que poderá resultar na melhor safra de vinhos dos últimos tempos. Somente a Cooperativa Vinícola Garibaldi recebeu na semana passada 35 toneladas de uva. Quatro associados – Osmar Storti, Paulo Ferronato, José Frizzon, Claimar Razador – entregaram uvas das variedades chardonnay, bordô e concord na sede da cooperativa, em Garibaldi.

O presidente Oscar Ló projeta o recebimento de 13 milhões de quilos na atual safra. O volume deve ser 5% superior ao do ano passado, quando 12,3 milhões de quilos foram colhidos pelos 340 associados da Garibaldi. “Além da quantidade maior, a qualidade será bem melhor do que a do ano anterior”, afirma.

A expectativa é compartilhada pelo enólogo Gabriel Carissimi. “As uvas tintas que serão destinadas para a produção de suco chegaram com uma maturação maior do que no ano passado, apresentando mais cor e mais aroma”, conta. Isso resultará em sucos de uvas 100% natural de maior sabor, segundo ele. “A quantidade de açúcar está 20% acima do que na safra passada”, comenta. As uvas chardonnay também chegaram na Garibaldi com maior concentração e acidez. “Teremos espumantes mais frescos e encorpados”, estima o enólogo.

Fonte:
http://www.revistahotelnews.com.br/2009/noticia.php?req_url=006&id_noticia=764

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Grupo Equipotel visita Recife e dá início à organização do evento em PE

Kátia Castro, Vital Brazil e Sandra Luck, diretora da Luck Viagens/Fernanda Acioly


 

Grupo Equipotel visita Recife e dá início à organização do evento em PE
Equipotel Nordeste acontece em maio e espera público superior a seis mil pessoas

A diretora superintendente do Grupo Equipotel, Kátia Castro, cumpriu esta semana uma agenda na capital pernambucana ao lado do diretor comercial, Marcelo Vital Brazil. A empresária paulista, líder da bandeira que há 49 anos promove uma das maiores feiras de hotelaria e gastronomia do mundo, anunciou em Recife que a Equipotel Nordeste está praticamente fechada, com 96% dos espaços comercializados. Ela revelou ainda que, pelo menos até 2015, o evento será sediado em Pernambuco. "A proximidade para com os outros estados e o cenário econômico promissor foram as razões pelas quais optamos pelo estado", explica Kátia.

Com investimentos da ordem de R$ 5 milhões, a versão nordestina do evento celebra apoios expressivos e participações de empresas modelo no setor. “Além da parceria com os órgãos estaduais, como secretarias e turismo e entidades ligadas ao trade, iremos contar com o apoio receptivo da Luck Viagens, uma das mais fortes agências da região. Eles nos darão todo o suporte na área, visto que iremos reunir profissionais de todos os estados, inclusive do exterior”, afirma a diretora confirmando a participação de empresas de mais de 60 segmentos da economia nacional. Teka (cama, mesa e banho), Engefood (alimentos), Nagem (informática), Thonart (móveis) e Macom (cozinhas industriais) são alguns dos expositores confirmados.

Segundo o diretor comercial da feira, Marcelo Vital Brazil, mais de 90 companhias dos mais variados segmentos e de todos os cantos do Brasil já fecharam contrato com a Equipotel Nordeste. “As regiões Sudeste e Nordeste representam juntas 77% dos expositores (54% Sudeste e 23% do Nordeste), enquanto o Sul do Brasil fica com 21% e o Norte, apenas 2%. “Esse pequeno índice se dá em função das características e composição do parque industrial nortista”, explica Brazil.

Prevista para acontecer entre 25 e 27 de maio no Centro de Convenções de Pernambuco, na região metropolitana do Recife, a Equipotel Nordeste reunirá mais de 150 empresários do ramo de foodservice de todo Brasil. O formato nordestino surge com a promessa de impulsionar o desenvolvimento econômico da região, sobretudo em tempos que antecedem a Copa do Mundo. A ideia é levar à região o que há de mais novo no setor de hospitalidade e capacitar os profissionais com estratégias de mercado atualizadas e focadas, por exemplo, na Copa do Mundo. A expectativa é de que a Equipotel Nordeste atraia público superior a seis mil pessoas.

“Ficamos felizes em atingir os empresários do Norte/Nordeste. Este projeto já existe há bastante tempo. A decisão de agendar a sua realização para este momento tem a ver com a consolidação de Pernambuco enquanto polo de novos e grandes investimentos”, comemora. Para a diretora, a Copa do Mundo exigirá bastante profissionalismo por parte do trade nordestino e por isso, a Equipotel Nordeste oferecerá uma série de workshops e conferências.

O presidente do Recife Convention & Visitors Bureau, José Otávio de Meira Lins, diz que o acontecimento já é visto como uma vitória. “ Certamente, após a Equipotel Nordeste estaremos preparados para marcar um gol placa no que consiste ao atendimento e aos serviços de hospitalidade para o turista. O evento oferecerá diversos tipos de capacitação e os debates favorecerão a nossa estratégia de ação durante o mundial de 2014”, diz.

CONSCIENTIZAÇÃO E QUALIFICAÇÃO

A programação técnica acontecerá paralelamente à feira, dividida entre o Equipotel Conference, espaço voltado para o aprendizado e a discussão de tendências na hotelaria e gastronomia; e o Equipotel Food&Drinks composto pela Arena Gastronômica, onde haverá aula-show com grandes chefs e bartenders nacionais e internacionais.

O temário do Equipotel Conference está sendo desenvolvido em parceria pelos grupos Equipotel e Kronberg, uma das mais tradicionais empresas do País na área de gestão mercadológica e de recursos humanos. A união de forças buscará a qualificação de profissionais e gestores ligados aos mais variados setores de atuação da Equipotel. Nas discussões, conteúdos inovadores e diferenciados, remetendo às mais novas necessidades do mercado nas áreas de competência, vendas, atendimento e liderança.

Já está no ar um hotsite com informações mais completas sobre a feira e os eventos simultâneos, formulário para reserva de estandes e, a partir de março, espaço para cadastro de visitantes. Acesse: http://www.equipotelnordeste.com.br.

A Equipotel Nordeste conta com o apoio do Recife Convention & Visitors Bureau, ABIH-PE, ABAV-PE, Secretaria de Turismo do Estado de Pernambuco, da Secretaria Municipal de Turismo do Recife e de demais órgãos oficiais e entidades de classe de todo Nordeste e Norte do Brasil. Além da edição 2011 da Equipotel Nordeste já foram fechadas também as datas para os quatro anos seguintes: de 23 a 25 de maio de 2012, de 22 a 24 de maio de 2013, de 21 a 23 de maio de 2014 e de 20 a 22 de maio de 2015.

Fonte:

http://www.revistahotelnews.com.br/2009/noticia.php?req_url=006&id_noticia=758

OMT acredita que crescimento do turismo vai desacelerar em 2011



OMT acredita que crescimento do turismo vai desacelerar em 2011




De acordo com a Organização Mundial do Turismo (OMT), o setor continuará crescendo em 2011, porém a um ritmo mais lento.

"As viagens internacionais estão se recuperando. Esperamos crescer entre 4% e 5% este ano", afirma Taleb Rifai, secretário geral da OMT.

Apesar do número ser inferior ao aumento de 6,7% registrado no ano passado, o executivo saudou essa como uma boa notícia, especialmente em comparação ao declínio de 4% em 2009.

O turismo no Oriente Médio deve ter incremento entre 7% e 10%, seguido pela Ásia e Pacífico, com cerca de 8%. A África e as Américas estão empatados em terceiro lugar, com crescimento previsto entre 4% e 7%.
(Redação)

Serviço

Fonte:
http://www.hoteliernews.com.br/HotelierNews/Hn.Site.4/NoticiasConteudo.aspx?Noticia=63558&Midia=1

Investimentos estrangeiros diretos atingem recorde de US$ 48,4 bilhões em 2010


Investimentos estrangeiros diretos atingem recorde de US$ 48,4 bilhões em 2010
Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Os investimentos estrangeiros diretos (IED), que somaram US$ 48,462 bilhões em 2010, o maior resultado nominal da série histórica, iniciada em 1947, foram suficientes para cobrir o déficit em transações correntes de US$ 47,518 bilhões do ano. Só em dezembro, segundo o Banco Central, a conta financeira apresentou ingresso líquido de US$ 6,4 bilhões, com destaque para os investimentos estrangeiros diretos de US$ 15,364 bilhões, também o maior da série histórica para meses de dezembro.

Parte desse resultado se deve a algumas operações esperadas para o início de 2011, mas que terminaram se materializando em 2010. Desses US$ 15,364 bilhões, aproximadamente US$ 7,1 bilhões fazem parte da venda do capital da empresa de petróleo Rapsol para a chinesa Sinopec, confirmou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.

“Essa operação trouxe um montante expressivo de recursos. Mesmo excluindo essa operação, há ainda um montante significativo de investimentos estrangeiros diretos que durante o ano fluiu bem”, disse.

Outros setores que contribuíram para a elevação dos investimentos estrangeiros diretos foram o extrativo mineral, no valor de US$ 1 bilhão, e a metalurgia, com US$ 1 bilhão.

“Temos alguma concentração, ao longo do ano, em petróleo e gás, petroquímicos e extração de minerais metálicos, mas o restante está muito difuso setorialmente”, enfatizou Altamir Lopes.

Ele destacou que a expectativa do BC era de um volume de US$ 38 bilhões em investimentos estrangeiros diretos. Os números, entretanto, ficaram US$ 10 bilhões acima dessa estimativa.

Para 2011, a expectativa é que o investimento estrangeiro direto some US$ 45 bilhões com um déficit em transações correntes de US$ 64 bilhões. A estimativa para janeiro é que o IED feche em US$ 2 bilhões e o déficit em transações correntes em US$ 5,5 bilhões.

Altamir Lopes anunciou ainda que a entrada de moeda estrangeiros no país continua significativa em 2011. Segundo o balanço divulgado por ele, o fluxo cambial até o dia 21 estava positivo em US$ 9,2 bilhões.




Edição: Lílian Beraldo

sábado, 22 de janeiro de 2011

Ministra: Dilma vai criar secretaria de infraestrutura de aeroportos


Ministra: Dilma vai criar secretaria de infraestrutura de aeroportos

Agência Brasil
“A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, reafirmou nesta quinta-feira a disposição da presidenta Dilma Rousseff em criar uma secretaria especial para os aeroportos. A estrutura seria semelhante à da Secretaria Especial dos Portos, que é vinculada à Presidência da República e cuida da infraestrutura do setor.

"Dilma continua com intenção de criar (a secretaria para aeroportos) e vai fazer isso no momento que achar adequado", afirmou Miriam, depois de reunião do fórum de infraestrutura, que reuniu 17 ministros.

Questionada se, no encontro, foi discutido o corte a ser feito no Orçamento deste ano, ela negou e afirmou que os investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) serão poupados.

Na primeira reunião ministerial do governo Dilma, ocorrida no último dia 14, a presidenta dividiu os ministérios em quatro grupos temáticos, sendo um deles o de infraestrutura, que está sob a coordenação do ministério do Planejamento.”

Compra coletiva e clube de descontos cativam o brasileiro

 Compra coletiva e clube de descontos cativam o brasileiro

Muitas vezes deixamos de ir a algum lugar interessante por falta de “tempo” ($) ou por não conhecer e não ter certeza se o serviço é bom mesmo. Pense como seria legal se pudéssemos ir a restaurantes para experimentar seus pratos pagando menos do que o habitual, ou ainda ir a peças de teatro ou testar procedimentos estéticos para ver seus resultados, por um preço bem menor. Gostou da ideia? Então conheça os sites de compras coletivas e os clubes de desconto na web.

Oferecendo produtos e serviços com até 90% de desconto em diversos estabelecimentos (famosos ou não) como restaurantes, salões, spas, cinemas e teatros, entre muitos outros, esses sites estão ganhando milhões de clientes, ávidos por poder economizar – e muito – e aproveitar lugares diferentes.
Sites de Compras coletivas


O funcionamento dos sites de compras coletivas é simples. Uma oferta é anunciada e tem um número mínimo de compradores para ativá-la em um determinado período de tempo (geralmente 24 horas). Caso esse número não seja atingido, a promoção é cancelada e o pagamento devolvido. Por isso a denominação “compra coletiva”, e a necessidade de divulgação que demanda – estimulada pela integração com redes sociais e por descontos extras (ou outros prêmios) a cada amigo que participar.

Mas raras são as ofertas canceladas. Em alguns casos, mais de mil compras de um mesmo produto são feitas, causando inclusive transtornos para os comerciantes, com clientes lotando estabelecimentos – que não trabalham com horários agendados ou reservas, derrubando linhas telefônicas, entre outros problemas. Os ganhos, porém, compensam. Usando a internet, mobiliza-se o consumidor para conhecer fisicamente o estabelecimento. Com alguma diminuição calculada da margem de lucro, é possível trazer um público enorme – por um preço baixo de divulgação, se comparado com as propagandas tradicionais – que pode se tornar fiel, caso tenha boas experiências.

Na maioria das vezes é o que acontece, já que se paga muito abaixo do normal para desfrutar serviços interessantes. Por outro lado, também é possível se decepcionar ao gastar mais do que o esperado quando se ultrapassa os limites das promoções, ou ao descobrir que o salão ou restaurante nem era lá grande coisa. Mas o objetivo é experimentar, então mesmo as experiências ruins podem ser edificantes.

As compras são feitas geralmente por cartão de crédito, mas alguns sites oferecem a possibilidade de débito em conta e a utilização de serviços online para pagamento. Após a compra ser aprovada, é enviado um cupom por e-mail com um código para ser utilizado na hora de aproveitar o desconto nos estabelecimentos – com validade variando entre três e seis meses.

Esse modelo de comércio eletrônico, que virou febre no mundo todo, inegavelmente seduziu uma grande massa de consumidores brasileiros. Espera-se que, até o final deste ano, o segmento chegue oito milhões de usuários. Seu faturamento também está crescendo: em junho, foi de R$ 1 milhão; em julho, R$ 4 milhões e R$ 6 milhões em agosto. Para 2011, a previsão é de um ganho de R$ 30 milhões a R$ 50 milhões. Nos EUA, os sites de descontos movimentaram US$ 250 milhões em 2009.

Para conhecer as ofertas diárias que os sites de compras coletivas oferecem, preparamos uma lista com serviços brasileiros já em operação:

Peixe Urbano – www.peixeurbano.com.br – Um dos pioneiros e mais famosos do país, o Peixe Urbano acaba de completar 1 milhão de usuários, em cinco meses de existência. Seus clientes já economizaram cerca de R$ 20 milhões com as ofertas divulgadas. Uma das grandes vantagens é o pagamento por cartão de débito ou parcelado.

Oferta Única – www.ofertaunica.com.br – Em apenas dois meses de atuação, o site bateu a marca de R$ 1,2 milhão economizado aos usuários – já são mais de 150 mil cadastrados. Ele não exige a formação de grupos com número mínimo de interessados em adquirir as ofertas do dia, basta acessar o site e adquirir imediatamente os serviços desejados pelo cartão de crédito.

CityBest – www.citybest.com.br – Com opções de ofertas também em Brasília, Goiânia e Minas Gerais – e promessa de outras, em breve, é uma boa opção para quem não mora no Estado de SP e se sente órfão de ofertas.

Imperdível – www.imperdivel.com.br – Traz um bom número de cidades, incluindo Santos, no litoral paulista, mas ainda peca por não ter nenhuma cidade do Nordeste com ofertas válidas.

ClickOn – /www.clickon.com.br – Outro nome famoso no ramo, é um dos mais acessados e já tem cerca de 600 mil clientes fieis. É parceiro do clube de compras Brandsclub, e anuncia promoções de créditos para serem utilizados no site. O ClickOn está disponível para os moradores das cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Vitória, Joinville e ABCD-Paulista, e promete expandir seus descontos para outras cidades, em breve.

Groupalia – www.groupalia.com.br – Além do Brasil, também atua no México, Itália e Espanha, mas com pouca abrangência em todos.

Regateio – www.regateio.com.br – Por enquanto apenas com ofertas para Recife, mas com pretensões de atender diversas capitais do Nordeste. Se o site “pegar”, será um dos principais sites de compras coletivas da regiao.

Comprado – www.comprado.com.br – Este é um site que, diferente dos outros, concentra-se em apenas uma cidade: oferece opções para a capital gaúcham, Porto Alegre, somente.

Clube Urbano – www.clubeurbano.com.br – Com cerca de 30 cidades listadas, ainda não oferece o serviço a todas, mas está fazendo especial sucesso em São Paulo, com ofertas bem interessantes.

Outros sites de compras coletivas para acompanhar são o ClickCupom (www.clickcupom.com.br), Coletivar (www.coletivar.com.br), OfertaDia (www.ofertadia.com.br), SuperOFF (www.superoff.com.br), Click Club (www.clickclub.com.br), Grup Ofertas (www.grupofertas.com.br), Oferta X (www.ofertax.com.br), WeGo (www.wego.com.br), Clube do Desconto (www.clubedodesconto.com.br), Agrupe (www.agrupe.com.br) e o VcVai (www.vcvai.com/cupom/), que ainda está em fase de crescimento.
Clubes de Desconto


Outra modalidade de superofertas que a internet apresenta são os clubes de desconto – com funcionamento de certa forma invertido em relação aos sites de compras coletivas, que reúnem compradores até que a cota seja preenchida e, só aí, o produto ou serviço é encomendado. Os clubes de desconto, pelo contrário, funcionam mais como lojas tradicionais, em que o produto já está disponível e o cliente vai apenas “abastecendo o carrinho”.

Reunindo produtos – principalmente roupas e acessórios, mas às vezes trazendo eletrodomésticos e gadgets como iPods e o Nintendo Wii – de marcas famosas com preços bem abaixo do mercado, as empresas atraem consumidores que desejam os objetos de grife, mas nem sempre têm condições de comprá-los em condições normais. Ou que são fãs de promoções, mesmo.

Um dos truques para conseguir baixo preço é oferecer aos clientes produtos de marca que ainda são novos mais já estão fora de linha. Esses produtos são arrematados em grandes quantidades dos fabricantes ou seus distribuidores, que estão interessados em limpar as prateleiras para oferecer os modelos da estação. Nem todos os produtos oferecidos pelos clubes de desconto são de modelos fora de linha, entretanto.

Estes sites são como “outlets” virtuais, e trabalham como os e-shops convencionais: escolhe-se o produto desejado (que pode esgotar rapidamente, em alguns casos) que é colocado no carrinho de compras, pagando com cartão de crédito. São diversas marcas simultaneamente, com tempo de permanência determinado no site (ao seu término, entra uma nova marca). Os clubes enviam produtos para todo o país, sem restrição – porém com fretes às vezes um tanto salgados.

Os clubes de desconto também oferecem a possibilidade de “apadrinhar” amigos, recebendo bônus a cada compra que estes realizarem.
Os cinco clubes brasileiros mais conhecidos

Privalia – www.privalia.com.br – O mais famoso dos clubes de descontos é também um dos mais “acessíveis”. Seus preços são bons e traz sempre marcas conhecidas. A maioria dos produtos anunciados é de roupas, sapatos e acessórios, mas também há utensílios domésticos e roupas de cama. Pena o alto custo do frete, um balde de água fria para o ímpeto consumista dos internautas.

Brandsclub – www.brandsclub.com.br – e BCBlue – www.bcblue.com.br – Ambas do mesmo grupo, apresentam marcas menos populares, com joias e gadgets entre seus produtos. Já anunciaram a venda de iPods e acessórios para o Nintendo Wii e dizem ter mais de 2 milhões de usuários cadastrados e parceria com mais de 600 marcas nacionais e internacionais.

Valem ser conferidos também o Superexclusivo(www.superexclusivo.com.br/) e o Coquelux (www.coquelux.com.br), bastante semelhantes nos produtos e funcionamento.
Agregadores


Já são tantos os sites de compras coletivas e clubes de desconto que agora existem páginas criadas especialmente para reunir todas as ofertas, evitando uma enxurrada de e-mails diários em sua caixa e economizando incontáveis minutos.

São elas a ValeJunto (www.valejunto.com.br), apenas para as compras em grupo e a Zipme (www.zipme.com.br), para ambos os serviços.

Fonte: E-Commerce News

Boa notícia. Votoratin vai reabrir fábrica em Pernambuco


Boa notícia. Votoratin vai reabrir fábrica em Pernambuco
O repórter Felipe Lima nos traz uma boa notícia no JC deste sábado.

A Votorantim retomará a produção do Cimento Poty em Pernambuco. A empresa vai aplicar R$ 80 milhões e criar 100 postos de trabalho diretos para reativar as operações da unidade de Paulista, que interrompeu a fabricação do produto em 1989. Desde então, a planta concentrava apenas o processamento de pozolana – insumo de menor valor agregado utilizado na composição do cimento. O motivo para a retomada é o mercado de construção civil aquecido em Pernambuco. Praticamente todas as 700 mil toneladas por ano que a indústria será capaz de entregar terão como destino final os canteiros de obras públicas e imobiliárias espalhados pelo Estado. Em ritmo acelerado, a perspectiva do grupo empresarial é que as atividades tenham início já em abril deste ano.

A fábrica de Paulista é a primeira da Votorantim Cimentos no Nordeste, tendo mais de 60 anos. Segundo contou o gerente geral do grupo para a região, Elísio Alcântara Neto, a fabricação do produto foi interrompida em uma época de mercado consumidor encolhido. Cenário bem diferente do atual. O Nordeste comprou, em 2010, 17% mais cimento que em 2009, sendo Pernambuco o maior consumidor da região. E diversas empresas anunciaram investimentos. Entre elas estão: a Brennand Cimentos e a Meira Lins que vão aplicar R$ 400 milhões na construção de uma unidade em Caaporã, na Paraíba; o grupo M.Dias Branco vai colocar R$ 350 milhões em uma unidade no Ceará; e a empresa espanhola PG&A anunciou R$ 80 milhões em uma moagem no Complexo de Suape. Tudo isso fez com que a Votorantim acelerasse o projeto.

A reformulação na fábrica começou a ser pensada em julho do ano passado e, em dezembro, as obras já haviam começado. Esse foi o tempo também de negociação com a Prefeitura de Paulista, que concedeu diversos benefícios, como isenção de 65% no Imposto Sobre Serviços (ISS) e de 55% de desconto no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), conforme citou o secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, Emanuel Souza, comemorando o investimento que vai gerar ainda 300 empregos indiretos.

“É uma fábrica muito bem localizada, dentro da Região Metropolitana do Recife, em um terreno próprio. Será equipada com máquinas novas, de última geração. Quando começar a operar plenamente, aumentará em 10% o faturamento da Votorantim no Nordeste proporcionando ganho de mercado”, comentou Alcântara Neto. A planta manterá a produção de 400 mil toneladas anuais de pozolana, cuja utilização será abastecer a própria produção de cimento. Receberá ainda o clínquer (derivado do calcário e matéria-prima do cimento) da fábrica de Aracaju, em Sergipe.

A reativação da produção de cimentos em Paulista faz parte de uma atualização do plano de investimentos da Votorantim, iniciado em 2007 e que termina em 2013 e prevê R$ 5 bilhões na reforma e construção de 22 indústrias no País. Para o Nordeste estão previstas unidades em Aratu (BA), Baraúnas (RN) e em Pecém (CE).

Fonte:

http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/01/22/boa_noticia_votoratin_vai_reabrir_fabrica_em_pernambuco_89942.php?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Bufê Nordestino do Gran Marquise - A dica para quem está em Fortaleza





Bufê Nordestino do Gran Marquise - A dica para quem está em Fortaleza


O restaurante Mucurípe (Hotel Gran Marquie – Fortaleza/CE) promove todo Domingo, das 12h às 15h, o autêntico Bufê Nordestino. O ambiente climatizado e com uma bela vista para o mar propicia uma excelente vivência gastronômica, com o melhor da comida cearence, excelentes vinhos e cachaças especiais.


Além de variado cardápio, o Bufê Nordestino do restaurante Mucurípe conta com apresentação de trio de forró pé de serra, com repertório repleto de músicas de Gonzagão, Santana, Petrúcio Amorim, Flávio José entre outros.


Ao visitar Fortaleza, não perca essa grande oportunidade de desfrutar com todo requinte os tradicionais pratos da culinária nordestina.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Hotelaria da região serrana do RJ contabiliza prejuízo de US$ 30 milhões

Hotelaria da região serrana do RJ contabiliza prejuízo de US$ 30 milhões

Área mais abalada pelas chuvas reúne 271 meios de hospedagem e oferta de quatro mil leitos
ABIH-RJ, Turisrio, região serrana do Rio, Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo A queda no fluxo turístico para a região serrana do Rio de Janeiro ocasionada pelo excesso de chuvas e deslizamentos de terra que vitimaram mais de 600 pessoas já contabiliza para a hotelaria local um prejuízo de US$ 30 milhões no faturamento. A estimativa é da Secretaria de Turismo do Estado (Turisrio) e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ).

Os municípios mais afetados, Petrópolis, Nova Friburgo e Teresópolis, totalizam 271 meios de hospedagem e oferta aproximada de quatro mil leitos. A Serra Verde Imperial é considerada pelo governo do Estado e pelo Ministério do Turismo como uma das seis regiões prioritárias e tem o município de Petrópolis como Destino Indutor de Desenvolvimento Turístico.

Fonte:

http://www.revistahotelnews.com.br/2009/noticia.php?req_url=006&id_noticia=753

Desembarques batem recorde histórico, em 2010


Desembarques batem recorde histórico, em 2010

Registros domésticos e internacionais superaram as expectativas do Ministério do Turismo para o período
Brasília, DF (19/01/2011) – Em 2010, os desembarques de passageiros de voos domésticos tiveram crescimento de 20,82% em relação ao total registrado em 2009, de 56 milhões. O acumulado no ano passado foi de 67,6 milhões, representando mais um recorde na série histórica, iniciada em 1993. Os dados são da Infraero.
Só no mês de dezembro, foram 6,4 milhões desembarques, o que significa um aumento de 20,83% na comparação com o mesmo período de 2009. O número registrado no mês passado é o novo recorde mensal da série histórica. Até o momento, a melhor marca havia sido a de outubro de 2010, com 6,1 milhões de desembarques.
Internacionais – Os desembarques internacionais também apresentaram aumento recorde no ano passado. A movimentação chegou a 7,8 milhões, sendo 20,90% superior aos 6,5 milhões de desembarques verificados em 2009. No mês de dezembro, o número de desembarques foi de 689.800, o que representa um crescimento de 16,23% em relação ao mesmo período em 2009.
Os acumulados de 2010 superaram as expectativas do Ministério do Turismo – tanto nos vôos domésticos, que eram de 65 milhões, quanto internacionais (7 milhões).

Os 10 vinhos mais caros da Argentina

Os 10 vinhos mais caros da Argentina 

O jornalista Juan Diego Wasilevsky publicou no site iProfessional.com uma relação dos 10 vinhos mais caros da Argentina.


A classificação foi feita considerando as safras dos últimos anos e somente os itens que ainda podem ser encontrados em restaurantes e lojas de vinho.






1º – Estiba Reservada 1997


Produtor: Bodega Catena Zapata
Castas: 100% Cabernet Sauvignon
Preço: AR$ 1.600 (R$ 736)





2º – Alto 1998


Produtor: Bodega Alta Vista
Castas: 80% Malbec, 20% Cabernet Sauvignon
Preço: AR$ 1.500 (R$ 690)





3º – Última Hoja 2006


Produtor: Bressia Casa de Vinos
Castas: não divulgado
Preço: AR$ 1.300 (R$ 598)





4º – Conjuro 2003


Produtor: Bressia Casa de Vinos
Castas: Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot
Preço: AR$ 950 (R$ 437)





5º – Nico


Produtor: Viña Cobos
Castas: 60% Cabernet Sauvignon e 40% Malbec
Preço: AR$ 760 (R$ 350)





6º – Doña Paula Selección de Bodega Malbec


Produtor: Bodega Doña Paula
Castas: 100% Malbec
Preço: AR$ 700 (R$ 322)





7º – Ícono


Produtor: Bodega Luigi Bosca
Castas: Malbec e Cabernet Sauvignon
Preço: AR$ 700 (R$ 322)





8º – Brote Negro 2006


Produtor: Viña Alicia
Castas: 100% Malbec
Preço: AR$ 700 (R$ 322)





9º – Viña Cobos Malbec


Produtor: Viña Cobos
Castas: 100% Malbec
Preço: AR$ 665 (R$ 306)





10º – Cuarzo 2006


Produtor: Viña Alicia
Castas: 90% Petit Verdot, 5% Grenache Noir e 5% Carignan
Preço: AR$ 660 (R$ 304)
Fonte: Enoeventos

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Regulamentação e Expansão do Timeshare no Brasil

Regulamentação e Expansão do Timeshare no Brasil



Alessandro Gueiros
(foto: arquivo pessoal)

Tenho plena consciência que existem muitas pessoas e donos de hotéis que são reticentes quando o assunto é Timeshare ou Tempo Compartilhado, o que posso afirmar é que, na atualidade Timeshare é o segmento de turismo que mais cresce no mundo, principalmente no Brasil.

Todos nós sabemos que uma opinião ou um conceito sobre determinado produto só pode ser mudado quando existem motivos óbvios para isso, deixando claro que toda mudança pode causar, tanto um efeito negativo quanto positivo.

Por isso quero que todos reavaliem sobre o assunto abaixo abordado.

No Brasil, na década de 80, devido ao fato de empreendedores do ramo hoteleiro quererem comercializar Timeshare sem nenhuma estrutura operacional, quando digo estrutura operacional, não me refiro ao padrão do hotel e sim a não existência de suporte no atendimento ao cliente no pós-venda, e também a falta de preparo e profissionalismo dos vendedores.

E justamente devido a essa falta de estrutura e preparo, muitos clientes ficaram insatisfeitos, fazendo com que o Timeshare na década de 90 virasse alvo de inúmeros processos.

Até que em 1997, a Embratur, através da deliberação normativa nº 378 publicado no Diário Oficial de 12/08/1997, regulamentou o Timeshare (Tempo Compartilhado) no Brasil, reconhecendo como meio legal de hospedagem e turismo, estabelecendo assim, direitos e obrigações aos agentes, empreendedor, comercializador e consumidor.

Enfim no final dos anos 90 após a regulamentação da Embratur, grandes hotéis e redes hoteleiras do País já com outra visão, ingressaram no Timeshare tendo de exemplo redes como Marriott, Hilton, Sheraton, Pestana, Disney, Meliá, Westgate, que já trilhavam uma história de sucesso no Timeshare há vários anos.
Com algumas mudanças necessárias e óbvias principalmente no atendimento pós-venda, o Timeshare começou aos poucos transmitir a segurança que os clientes (proprietários de férias), estavam necessitando.

Já no final da década de 2000 os números eram bem diferentes das décadas anteriores, em 2009, o número de brasileiros que viajam por programas de tempo compartilhado ultrapassou a marca de 50 mil. Desde 2006, os programas de Tempo Compartilhado tiveram um crescimento de 206%.

Já que estamos falando de números, a venda de diárias por meio do sistema de Tempo Compartilhado movimentou R$ 300 milhões no Brasil em 2009. Um crescimento de 61% em relação a 2008.
Atualmente a maior parte das grandes redes hoteleiras internacionais possuem um sistema de Tempo Compartilhado, e são afiliados a uma rede de intercâmbios, que formam a indústria mundial com aproximadamente 7.000 resorts, 8.447 milhões de famílias proprietárias e US$ 13 bilhões em vendas anuais.

E para o próximo mês, fevereiro 2011 sairá uma nova portaria, dessa vez com o Ministério do Turismo regulamentando o Timeshare no Brasil.


*Alessandro Gueiros é diretor operacional da TimeShare Brasil Consultoria.

Contato
64 3453-6011
alessandrogueiros@timesharebrasil.com.br
 
Fonte:
 
http://www.hoteliernews.com.br/HotelierNews/Hn.Site.4/NoticiasConteudo.aspx?Noticia=63471&Midia=1 

Estudo da Amadeus aponta venda cruzada como oportunidade

 
Estudo da Amadeus aponta venda cruzada como oportunidade


Um estudo conjunto da Amadeus e da Forrester Consulting entitulado A venda cruzada: o caminho até o lucro, mostrou que as vendas de serviços complementares no turismo aumentarão 30% durante os próximos cinco anos.

Esta é uma oportunidade inexplorada para os intermediários, como as agências de viagens, cujos rendimentos em geral deverão crescer por conta de seus serviços regulares.

Marcos Isaac, diretor da Amadeus, explica que para cada bilhão de dólares em vendas, cerca de US$ 25 milhões serão por serviços complementares à passagem aérea, como aluguel de carro e hospedagem.

"A chave para o aumento da capacidade de um agente para aumentar as vendas auxiliares será o uso de ferramentas e tecnologias que cheguem ao cliente fora do ponto de compra do produto original", diz o executivo. "A venda por meio do celular antes, durante e depois de uma viagem se tornará uma estratégia cada vez mais importante", finaliza.

O estudo na íntegra está disponível no link http://www.amadeus.com/amadeus/cross-sell-for-profit.html?PRESS=115
(Redação)



Serviço

www.amadeus.com

Fonte:


http://www.hoteliernews.com.br/HotelierNews/Hn.Site.4/NoticiasConteudo.aspx?Noticia=63436&Midia=1

Recife CVB (PE) estima captar mais de 80 eventos em 2011

Recife CVB (PE) estima captar mais de 80 eventos em 2011


Praia da Boa Viagem, em Recife
(foto: pe.gov.br / Natanael Guedes)


De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Pernambuco (ABIH-PE), a ocupação hoteleira em Pernambuco alcançou picos de 95% entre os meses de agosto e novembro de 2010 devido à realização de feiras e congressos no Estado. Para manter o índice, o Recife Convention & Visitors Bureau lançou nesta semana o Calendário de Ações 2011, tendo a captação de eventos como a sua principal atividade.

José Otávio de Meira Lins, presidente do Recife CVB, afirma que pretende captar, apoiar e promover 82 novos eventos. A
expectativa, calculando-se com um número base de 1.500 participantes por evento, um gasto médio diário de R$ 359,50 e um tempo de permanência na cidade em torno de cinco dias, é que a vinda de novos visitantes injete na economia local um valor acima de R$ 221 milhões, gerando também mais de 635 mil diárias na rede hoteleira da região.


No Calendário de Ações 2011, o projeto ?Seja Um Anfitrião?, realizado em parceria com a Secretaria de Turismo do Recife e a Empetur, voltará este ano de cara nova, dividido em duas
etapas. No primeiro momento, serão visitadas as entidades médicas e de classe, universidades e representantes do mercado corporativo local.

A segunda fase será marcada por um encontro, em que o Recife CVB premiará os participantes que atuaram na captação dos maiores eventos nas categorias de pequeno, médio e grande porte. "Acreditamos que esta quarta edição repetirá o sucesso das anteriores, trazendo para o Recife eventos que movimentem a economia do Estado e garantam boa ocupação hoteleira", diz o secretário de Turismo de Pernambuco, Alberto Feitosa.


Em paralelo às ações em captação de eventos, o Recife CVB também planeja também a realização de 40 famtours (visitas de familiarização) contemplando as mais importantes entidades
promotoras de eventos nacionais para que elas conheçam as potencialidades turísticas pernambucanas e infraestrutura local para eventos.
(Redação)


Serviço
www.recifecvb.com.br

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

No rastro do boi

No rastro do boi

Tão logo completou sete meses, Querida da Mombaça passou a ter todos os passos monitorados, numa espécie de Big Brother rural. Ao engolir um chip, a vaca da raça Canchim que vive nos arredores de Belo Horizonte (MG) ganhou nome e um RG eletrônico, que permite o registro de uma longa lista de informações sobre ela. Quando chegar ao frigorífico para o abate, os dados contidos no chip de Querida serão transferidos para etiquetas que acompanharão cada uma de suas partes nas prateleiras dos supermercados. Assim, os clientes que comprarem os pedaços de carne cuidadosamente distribuídos em bandejas terão a oportunidade de conhecer a história da sua vida. Rastrear o gado do pasto até o prato é o negócio da Safe Trace, empresa mineira criada em 2005 por dois jovens da Universidade Federal de Itajubá. Os empreendedores, universitários à época, desenharam nas salas de aula a ideia que usa tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) para informar ao cliente a procedência da carne. Quase cinco anos e R$ 5 milhões em investimentos depois, chegaram ao modelo final: nos primeiros meses de vida, o animal recebe um chip, que pode vir na forma de um brinco eletrônico ou do chamado bólus, uma cápsula de cerâmica de quase sete centímetros e 80 gramas que é engolida pelo boi. Ele passa, então, a ser rastreado por radiofrequência até a morte (veja quadro na pág. 88). Munidos de uma antena, os técnicos da Safe Trace vão a cada quatro meses às fazendas para fazer a leitura do gado. A tecnologia é semelhante à usada no sistema de pedágios Sem Parar, em que o chip do carro é lido antes de passar pela catraca. As informações são cadastradas e ficam disponíveis na internet. É possível saber muito sobre o animal: origem, sexo, peso, vacinas recebidas, donos, por onde pastou e até seus parceiros amorosos. No supermercado, o consumidor vai encontrar na bandeja de carne uma etiqueta com o código de barras e um número que remete ao animal que originou o produto. O cliente entra no site da empresa e pode descobrir em que fazenda o bife do seu prato viveu, em que dia foi abatido e em qual frigorífico. Os mais curiosos poderão checar, em listas de órgãos federais e ONGs, se as propriedades pelas quais o animal passou estão relacionadas ao trabalho escravo ou ao desmatamento.
Pasto na floresta

A motivação inicial da Safe Trace era oferecer um serviço que garantisse ao consumidor o bom estado de saúde do animal vendido nas gôndolas. Em 2005, quando a empresa começou a ser concebida, o mundo sofria com consecutivos surtos do mal da vaca louca, que restringiu a circulação de carne produzida em países acometidos pela doença, reduzindo sensivelmente o comércio internacional. Garantir a qualidade da carne continua sendo um dos objetivos da empresa, mas recentemente ela ganhou um propósito adicional: ajudar a proteger o meio ambiente. Segundo o governo brasileiro, 80% das árvores derrubadas na Amazônia dão lugar a rebanhos. A cada minuto, 1,4 hectare de floresta (o equivalente a quase um campo e meio de futebol) é convertido em pastagem. Assim, acompanhar a trajetória de vida dos animais é fundamental para garantir que os rebanhos não estejam destruindo árvores, o que interessa cada vez mais aos países importadores. “O trabalho desses empreendedores é o futuro”, afirma Pedro Felício, professor de tecnologia de alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e especialista em tecnologias para produtos de origem animal. “As grandes redes americanas vêm avisando seus fornecedores há pelo menos cinco anos para se prepararem, usando radiofrequência”, diz Felício. Neste ano, os alertas se tornaram realidade por aqui. Após a grande repercussão de um relatório divulgado pelo Greenpeace, em junho passado, várias companhias resolveram tomar uma posição. Batizado de A Farra do Boi na Amazônia, o levantamento listou grandes companhias que, por meio da cadeia de fornecedores, contribuem de forma direta para a derrubada da floresta. Foram citados nominalmente grandes frigoríficos nacionais, como JBS Friboi, Marfrig e Bertin. Compradores de carne e couro também não passaram incólumes. Grandes varejistas, como Walmart e Carrefour, além de marcas de renome como Adidas, Nike, Clarks, Timberland e Gucci estão no relatório. Diante da pressão, Bertin, Marfrig e JBS assinaram uma carta de intenções. Comprometeram-se – com o Greenpeace e os clientes – a não mais comprar gado de fazendas com desmatamentos ocorridos a partir da data do documento. “A pecuária existe na Amazônia há mais de 40 anos e as empresas sabem o trabalho que terão pela frente”, diz Márcio Astrini, coordenador da campanha da Amazônia do Greenpeace. “A sociedade vai estar atenta para cobrar resultados”, diz ele.


OS ÚLTIMOS MOMENTOS - Assim que chega ao frigorífico,o gado é confinado para se hidratar e descansar da viagem. Os animais passam as últimas 18 horas de vida tomando água e relaxando, processo que facilita o abate. Acima, funcionários de matadouro em Várzea Grande (MT) cortam e separam os bois
Parceria e videogame

Os rostos por trás da Safe Trace são dos jovens Vasco Picchi, 27 anos, e Francisco Biasoto, 30, verdadeiros opostos complementares. Picchi é alto, magro, falante e extrovertido. Biasoto, baixo, gordinho, mais calado e contido. Abusando das características pessoais, Picchi tornou-se o empreendedor da dupla. O engenheiro discorre sobre negócios como um veterano. A despeito da aparência juvenil, é ele quem toca a área comercial da companhia, faz contatos com parceiros, prospecta clientes. Na entrevista a Época NEGÓCIOS, ao lado do sócio, era dele a iniciativa de responder à maioria das questões. A rotina de quem está estruturando uma organização faz com que o rapaz passe boa parte do tempo viajando. E mesmo quando não está em busca de novos contratos, permanece na estrada para percorrer o trecho Jundiaí–Itajubá, onde ficam, respectivamente, seu apartamento e a sede da Safe Trace. Mas a postura focada e adulta não dura o dia todo. Em momentos mais relaxados, faz brincadeiras e deixa transparecer seu lado menino. “Queriam me dar uma geladeira de presente de casamento, mas preferi um PS3”, diz, com sorriso escancarado, referindo-se ao videogame PlayStation, às vésperas da cerimônia na igreja. Francisco Biasoto é o técnico. Autodidata, começou a mexer com eletrônica aos 12 anos. Na empresa, é responsável por aprimorar a tecnologia e garantir o funcionamento do sistema nos frigoríficos e nas fazendas, processos que precisam de ajustes constantes. Um episódio da vida do jovem ilustra por que, nas funções da companhia, é a pessoa certa. Em 2003, Biasoto trancou a faculdade para aprender inglês e se mudou para o sul da Inglaterra. Lá, aproveitou suas habilidades de professor Pardal. Quando não estava nas aulas de inglês, o aspirante a engenheiro trabalhava como vigia em uma obra a fim de ganhar um dinheiro extra. No prédio havia dois portões para um único guarda. Para dar conta do trabalho, usou restos de equipamentos de demolição e fez um aparelho que informava a presença de estranhos no local. Se uma pessoa cruzasse a linha proibida, um rádio em seu bolso apitava, denunciando o invasor. O dono da construção gostou tanto da ideia que comprou o equipamento quando Biasoto voltou para o Brasil. Até mesmo seu hobby tem ligação com o mundo nerd: é radioamador licenciado pela Anatel. Passa horas no sótão de sua casa conhecendo pessoas de todo o mundo. Em uma de suas conexões, contratou um funcionário para a Safe Trace que entende tanto quanto ele desse universo. Picchi ouviu falar pela primeira vez em rastreabilidade na adolescência, quando acompanhou o pai, então diretor de uma certificadora de couro, a uma reunião de trabalho. Na ocasião, questionou um dos participantes se seria possível fazer o recall de carnes usando o sistema de monitoramento, assim como ocorre na indústria automobilística. A resposta negativa intrigou o garoto. “Ele me explicou que, na linha de desmontagem de bois do frigorífico, a origem dos pedaços se perde”, diz. Anos depois, buscaria uma solução na faculdade. Picchi cursava uma disciplina de ênfase na mesma sala de Biasoto e os dois tinham de apresentar como tarefa escolar uma pesquisa em sistemas de informação com tema livre. Sem muitas opções, Picchi lembrou do problema do gado e sugeriu ao colega que criassem um produto para acompanhar o animal dentro do abatedouro. O tiro foi certeiro. Em poucos meses, criaram a empresa com apoio da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Itajubá (Incit). “Em dez anos de trabalho, nunca vi empreendedores tão determinados como eles”, afirma Geanete Dias, gerente da Incit. No prédio que hospeda a incubadora e a Safe Trace, uma conservada construção de 1913 em estilo colonial, os jovens servem de modelo para as outras 17 incubadas. “Eles são os únicos que conseguiram investimentos de um fundo”, diz Geanete.
Puxão de orelha japonês

Enquanto no interior de Minas Gerais Biasoto e Picchi costuravam o plano de negócios para estruturar a empresa, na capital, Belo Horizonte, o destino se encarregou de dar uma forcinha à dupla. David Travesso Neto, presidente da FIR Capital, uma gestora de fundos de venture capital que, entre outras transações, vendeu uma de suas empresas investidas para o Google, participava de um almoço de negócios com empresários japoneses da área de energia limpa. Corria o ano de 2006 e eles estavam em uma churrascaria. Entre uma picanha e outra, o executivo estrangeiro, ex-trader de carne no Japão, comentou que jamais conseguira entender como o Brasil perdia a oportunidade de ter uma posição ainda mais predominante entre os grandes players mundiais da cadeia bovina. Com o maior rebanho de gado do planeta, clima favorável e recursos naturais abundantes, deixava de exportar para inúmeros mercados por não ter credibilidade. “É impressionante a incapacidade de vocês de gerar valor às coisas”, disse o empresário japonês.


TECNOLOGIA, ANTES E DEPOIS - Francisco Biasoto, Vasco Picchie Rodrigo Argüeso (da esq.para a dir.) mostramobólus, uma cápsula com chip que é engolida pelo boi e permite o rastreamento do gado por radiofrequência. No supermercado, as carnes etiquetadas informam a origem do animal que o consumidor terá no prato

Neto teve um clique. Resgatou de suas memórias um acontecimento de meses atrás, quando a dupla de Itajubá esteve em seu escritório para apresentar a proposta da companhia e pedir investimento de R$ 500 mil. Naquele dia, Picchi e Biasoto saíram de lá da mesma forma que os mais de 150 empreendedores que batem à porta da FIR Capital todos os meses: com uma resposta negativa. Mas as observações do empresário japonês mudaram os rumos da Safe Trace. “Deu samba”, relembra Neto. “A novidade do produto é que junta as diversas tecnologias existentes e os elos da cadeia para criar um processo integrado de rastreabilidade que garante que o bife vendido percorreu o caminho tal e tem origem tal.” A entrada de Neto no negócio não se refletiu apenas em recursos. O modelo inicial proposto pelos jovens tinha um problema grave. No lugar de monitorar o gado do nascimento à morte, acompanhava o animal somente dentro do frigorífico. Mas de que serviria saber a origem do boi no abate se a procedência portão afora fosse desconhecida? Mais que isso. O número de matadouros no Brasil não é tão grande a ponto de sustentar uma empresa no longo prazo. A FIR Capital concordou em investir o dinheiro – e colocou R$ 5 milhões na ideia. Mas a condição era que houvesse uma mudança geral no plano de negócios. Entrou na jogada, então, o economista Rodrigo Argüeso, 45 anos, à época sócio da gestora e hoje presidente da Safe Trace. Foi com a ajuda dele que a companhia foi redesenhada até chegar aos moldes atuais. “Realizei um desejo pessoal: experimentar a gestão de uma empresa”, afirma ele, que trabalhava no mercado financeiro. A mais nova tacada de Argüeso foi uma parceria com a consultoria PricewaterhouseCoopers, que vai auditar os processos da companhia e acompanhá-la na busca de novos clientes. O novo modelo de negócios contempla, além da rastreabilidade, a realização de testes de DNA em uma amostragem da carne, algo entre 0,5% e 2% dos animais de cada propriedade. “É uma contraprova usada para avaliar o sistema de controle eletrônico”, afirma Virgílio Cançado, 37 anos, sócio e diretor da Safe Trace. Veterinário, ele é o responsável por administrar as ações nas fazendas. “Se necessário, vai ser possível fazer o recall dos produtos das prateleiras.” A tecnologia usada pela Safe Trace está hoje em cinco frigoríficos e oito fazendas. A partir deste mês, a empresa vai dar início à aplicação de 50 mil bólus em animais de diferentes propriedades. Em cinco anos, a previsão é faturar R$ 85 milhões. Embora pareça promissor, o modelo proposto deve levar um tempo para amadurecer e só vai dar certo se tiver a ajuda de toda a cadeia. “O sistema é um grande passo, mas depende muito mais da disciplina operacional do frigorífico do que da tecnologia”, afirma o engenheiro Antonio Carlos Lirani, especialista em rastreabilidade. Ganhar escala é outro desafio, principalmente em um país com dimensões continentais. Uma pequena rede de supermercados em Minas Gerais, chamada Verdemar, foi a primeira a oferecer aos consumidores carne rastreada da fazenda à gôndola com a auditoria da Safe Trace. A varejista, que vende para um consumidor de elite de Belo Horizonte, compra a carne do Frigorífico Pantanal, localizado em Várzea Grande (MT), cujos processos são acompanhados por funcionários da companhia. Saber de onde vem a carne que se leva para o prato tem preço. Para o consumidor final, o quilo da carne custa até R$ 0,50 mais caro. Mas os clientes parecem dispostos a pagar mais, principalmente aqueles com consciência ecológica. “À medida que a informação é disseminada, eles ficam mais críticos e exigem das empresas ações concretas”, afirma Alexandre Poni, dono da Verdemar. “A sustentabilidade é um caminho sem volta.” Se ele estiver certo, não vai faltar boi para os garotos empreendedores de Itajubá seguirem o rastro.

Fonte: Época Negócios

EMPREGOS DO FUTURO

EMPREGOS DO FUTURO
As oportunidades de trabalho criadas por um
mundo atento ao zelo contra o aquecimento global




1. Agricultor





Como a agricultura sustentável exige métodos orgânicos, locais e de pequena escala, em vez de máquinas e fertilizantes à base de petróleo, há uma enorme necessidade de mais agricultores. Não são fazendeiros quaisquer - os modernos profissionais do campo pre-cisam ter formação tanto em genética quanto em marketing. As estatísticas apontam para a necessidade de uma imensa reviravolta comportamental e econômica. No Brasil, apenas 19% da população é rural. Mais de 80% dos jovens entre 15 e 24 anos estão nos centros urbanos. Busca-se, portanto, renovação e vasto interesse por tecnologias nascentes, condições naturalmente atreladas à juventude. O problema: convencer os novos profissionais a viver no campo, onde são limitadas as expectativas de entretenimento e educação.


2. Técnico florestal







A atividade florestal moderna é uma complexa combinação de financiamento internacional de projetos, conservação e desenvolvimento. Segundo o Banco Mundial, a incrível cifra de 1,6 bilhão de pessoas depende das florestas para sua subsistência. Os técnicos florestais ajudam a população local a passar das práticas de corte e queimada para a silvicultura - ensinando, por exemplo, a exploração sustentável da mata ou o cultivo de espécies de valor mais elevado e crescimento mais rápido, sejam elas árvores madeireiras, frutíferas ou medicinais. Auxiliam também no controle do impacto ambiental. Lembre-se ainda que os projetos para evitar o desmatamento, que é a causa de cerca de um quarto de todo o aquecimento global, devem se tornar crucial fonte de créditos de carbono. Especialistas são, portanto, cruciais.


3. Portador de MBA em negócios verdes







As exigências impostas por novas legislações e o natural crescimento do interesse por posturas sustentáveis dentro das empresas já produzem efeito acadêmico: o aperfeiçoamento ancorado nos conhecimentos ambientais. Um executivo sem esse tipo de formação vale menos no mercado. A Fundação Getulio Vargas já tem um MBA em gestão de sustentabilidade.


4. Fabricante de turbina eólica







O vento é uma das mais promissoras fontes alternativas de energia e a que mais cresce, com 300 000 empregos em todo o mundo. Uma turbina tem 90% do peso composto de metal, o que representa uma oportunidade para que operários do setor automobilístico e de outros ramos da indústria reorientem suas habilidades. Segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, a capacidade de geração de energia limpa para a próxima década é equivalente à de dez usinas de Itaipu. Há, portanto, um vigoroso mercado de trabalho, especialmente nas regiões litorâneas, onde a força eólica é naturalmente maior.


5. Biólogo conservacionista







A busca urgente para preservar a integridade de ecossistemas mundo afora e para quantificar o valor dos "serviços de ecossistemas" cria oportunidades no ensino, na pesquisa e no trabalho de campo junto a governos, ONGs e empresas privadas.


6. Desenvolvedor de sistemas de sustentabilidade







A economia verde pede um quadro especializado de desenvolvedores de softwares e engenheiros que projetem, construam e mantenham as redes de sensores e os modelos probabilísticos que sustentam fazendas eólicas, redes energéticas inteligentes, definição de pedágios urbanos e outros sistemas que substituem recursos naturais por inteligência. Programadores com experiência no uso de sistemas de gestão empresarial de larga escala têm vantagem aqui, bem como desenvolvedores familiarizados com aplicativos de fonte aberta e web 2.0.


7. Urbanista







O planejamento urbano e regional é um elemento crucial na busca pela redução da pegada de carbono nos centros urbanos. Fortalecer os sistemas de transporte de massa, limitar o espalhamento urbano, estimular o uso de bicicletas e retirar a ênfase dada aos carros são apenas uma parte do trabalho. Igualmente crucial é o planejamento de contingências, já que inundações, ondas de calor e bueiros entupidos pelo lixo se tornam problemas cada vez mais comuns nas metrópoles. O emprego nesse setor deve crescer 15% até 2016 em todo o mundo, e as vagas estão principalmente em governos locais, o que faz delas uma aposta razoavelmente segura.


8. Reciclador







Os edifícios representam até 48% do uso de energia e das emissões de gases do efeito estufa nas regiões urbanas. O Leed, importante certificação da construção "verde", tem mais de 3 000 empreendimentos comerciais e outros 2 500 residenciais atrelados às suas normas em todo o mundo. No Brasil, há apenas dez edifícios comerciais com o selo. Um outro método de controle, o Aqua, acrônimo de "alta qualidade ambiental", inspirado numa versão francesa, começa a ganhar espaço.

O motivo: prédios ecologicamente corretos tendem a ter mais apelo comercial. "Os compradores já se interessam por cuidados ambientais nos locais de trabalho e moradia", diz Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do projeto Aqua da Fundação Vanzolini, de São Paulo. Estudo da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, com 154 imóveis pendurados na certificação Leed revela que a produtividade cresce nos edifícios limpos porque os inquilinos ficam menos doentes (deixam de perder até 2,88 dias de trabalho por ano). Além disso, a taxa de desocupação é até 3,5% inferior à de prédios comuns e o índice de arrendamento no mercado, até 13% maior.

Com reportagem de Débora Didonê



Relatório da Organização Internacional do Trabalho informa que há, no Brasil, 500 000 pessoas vivendo da reciclagem de resíduos. O que se tornou meio de vida de populações carentes - reflexo econômico originalmente sem nenhum pé na sustentabilidade (quem recolhe detritos não o faz por responsabilidade ambiental, e sim por oportunidade de arrumar algum trocado) - pode virar um negócio profissional de real impacto.

Novas leis estão criando a necessidade de empresas especializadas que podem fechar o círculo reciclando e dando novas utilidades ao lixo eletrônico, roupas, sacos plásticos, entulho e outros materiais. Será preciso conhecimento técnico para participar dessa cadeia econômica.





9. Instalador de energia solar







A produção e a instalação de sistemas de energia solar já criaram cerca de 770 000 empregos no mundo. Instalar aquecedores de água que usam o calor solar e células fotovoltaicas em telhados é um trabalho relativamente bem remunerado. Nos Estados Unidos, país irradiador de quase todas as tendências econômicas, pagam-se de 15 a 35 dólares por hora nessa atividade. Onde há sol há oportunidades - e o Brasil tem enorme potencial para seguir essa trilha, ainda praticamente virgem. Hoje, em território americano, mais de 3 400 empresas no setor de energia solar empregam 35 000 funcionários.

A Associação das Indústrias de Energia Solar dos EUA prevê um aumento para mais de 110 000 empregos até 2016.





10. Empreiteiro da eficiência energética







Os edifícios representam até 48% do uso de energia e das emissões de gases do efeito estufa nas regiões urbanas. O Leed, importante certificação da construção "verde", tem mais de 3 000 empreendimentos comerciais e outros 2 500 residenciais atrelados às suas normas em todo o mundo. No Brasil, há apenas dez edifícios comerciais com o selo. Um outro método de controle, o Aqua, acrônimo de "alta qualidade ambiental", inspirado numa versão francesa, começa a ganhar espaço.

O motivo: prédios ecologicamente corretos tendem a ter mais apelo comercial. "Os compradores já se interessam por cuidados ambientais nos locais de trabalho e moradia", diz Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do projeto Aqua da Fundação Vanzolini, de São Paulo. Estudo da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, com 154 imóveis pendurados na certificação Leed revela que a produtividade cresce nos edifícios limpos porque os inquilinos ficam menos doentes (deixam de perder até 2,88 dias de trabalho por ano). Além disso, a taxa de desocupação é até 3,5% inferior à de prédios comuns e o índice de arrendamento no mercado, até 13% maior.

Com reportagem de Débora Didonê

O desafio histórico do Ceará


O desafio histórico do Ceará
Enviado por luisnassif
Coluna Econômica

Ceará vive um momento decisivo em sua história – assim como outros estados do nordeste que saíram da casca nos últimos anos.
Desde o século 19, a industrialização era vista como única saída para o desenvolvimento, capaz de superar a falta de riquezas naturais e de espaço para a agricultura. E esse sonho se desenrolava em torno da perspectiva de um porto capaz de irrigar o comércio local.
Nos anos 30, instalou-se o Porto de Mucuripe, que inspirou belas canções mas poucos resultados econômicos. Na década de 60, no primeiro governo Virgílio Távora foram lançadas as bases do CIPP (Complexo Industrial Portuário de Pecem) – prevendo porto, refinaria e siderúrgica - que, desde então, veio alimentando os sonhos de desenvolvimento do Estado.
Nos anos 90 tentou-se recuperar a ideia, mas acabou soterrada por crises econômicas no país e falta de continuidade administrativa no Ceará.
***
Agora, o projeto está em andamento rápido. Saiu o porto de Pecem, um braço que se estende por 2 quilômetros da costa, até chegar a uma região com 19 metros de profundidade – driblando os problemas de profundidade que afetam a costa de todo o estado.
Vai sair uma siderúrgica, fruto da sociedade de Eike Baptista com um grupo coreano; uma refinaria da Petrobras; uma termoelétrica.; outra indústria, capitaneada pela Vale. E o estado, que desde os anos 60 estudava o assunto, viu-se de repente sem um planejamento adequado para dar início a um projeto que mudará radicalmente a vida da região nas próximas décadas.
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Tem-se aí um desafio enorme para a capacidade do estado de gerenciar políticas públicas.
O CIPP ocupará 218 km2 de área. Sua área de influência direta é de 1.630 km2, de Paracuru até a divisa de Caucaia e Fortaleza. Ao lado do complexo industrial, há um complexo turístico já implantado.
O CIPP, portanto, terá que administrar um complexo portuário, um polo de indústria de base, e um polo turístico e de serviços.
Mais que isso. Em breve estima-se que a cidade de poucos milhares de habitantes será um polo com 200 mil habitantes. E isso em uma região atualmente ocupada por pescadores, comunidades indígenas.
Só a construção da siderúrgica já atraiu 2 mil trabalhadores, trazendo consumo, revitalizando a economia, mas ameaçando a tranquilidade do local, especialmente as moças humildes – sem nenhum planejamento do governo estadual. Depois de pronto, o complexo oferecerá 30 mil empregos diretos e indiretos.
O distrito industrial fica entre vários santuários ecológicos. No final do ano, o governador Cid Gomes enviou à Assembleia Legislativa um projeto de lei claramente inconstitucional, outorgando-se o direito de isentar empresas de licenciamento ambiental.
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Com o avião em pleno vôo, decidiu-se montar às pressas um plano estratégico. Sem iniciativa para criar uma figura jurídica que administrasse o processo, o governo do Estado transferiu a responsabilidade para a Secretaria do Meio Ambiente (SEMACE), dirigida por uma secretária legal e de cabeça aberta: Maria Lúcia de Castro Teixeira.
Os primeiros estudos
É uma corrida contra o tempo. O primeiro passo foi consolidar estudos já existentes voltados para o planejamento regional e elaborar planos de ação setoriais, sobre meio ambiente, estrutura urbana, transporte e outros. E instalar um Grupo de Trabalho Participativo e uma Comissão Especial de Desapropriação, tentando envolver todos os agentes, de Estado e indústrias às populações locais.
Organizando o estado
Foram formados grupos de trabalho com servidores das diversas secretarias estaduais em torno do GMAIS (Grupo de Monitoramento de Ações Interinstitucionais e Setoriais) visando viabilizar ações estaduais de promoção da cidadania, incentivando a organização das comunidades da região, para que possam se inserir na discussão da gestão e se beneficiar do desenvolvimento regional.
Desafios
Com o apoio das empresas que estão chegando foi criado o CAUÍPE (Centro de Informação e Convivência), onde se esperam juntar todos os setores afetados pelo projeto, para debates, trocas de informação e negociações. Participarão as diversas organizações já existentes, como o próprio Estado, o Mosaico de UCs (Unidades de Conservação), Comitês Territoriais, Consórcio Empresarial, Consórcio Intermunicipal.
Visão sistêmica
É um fantástico desafio de organização gerencial e política. Os interesses envolvidos são regionais (conflitos entre municípios e entre municípios e estado), setoriais (indústria de serviço e de base), ambientais (indústrias poluidoras em áreas de preservação), sociais (preservação dos habitantes locais e das comunidades indígenas). Poderá resultar em um projeto exemplar ou em um desastre social e ambiental.
Arquitetos
Na segunda-feira, a Secretária firmou parceria com a Federação dos Estudantes de Arquitetura para que se envolvessem no trabalho, trazendo sugestões não apenas para o edifício sede do CAUÍPE como para o planejamento regional. Na segunda participei de um debate promovido pelos estudantes. Ainda há muitas dúvidas sobre o fôlego do governador Cid Gomes de conduzir um projeto modernizante. Especialmente depois de seu projeto de lei estapafúrdio.


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Brasil recebeu US$ 30 bilhões em investimentos estrangeiros em 2010


Brasil recebeu US$ 30 bilhões em investimentos estrangeiros em 2010


Relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, diz que montante representa aumento de 16% se comparado a resultados de 2009.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

Um relatório da ONU revela que países em desenvolvimento e emergentes receberam mais investimentos em 2010 que as nações desenvolvidas. O mesmo documento da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, informa que o Brasil recebeu o equivalente a R$ 51 bilhões em investimentos estrangeiros, 16% a mais que em 2009.

Segundo o relatório "Tendências dos Fluxos Globais de Investimento Externo", os fluxos de investimento estrangeiro cresceram 1%, interrompendo as quedas verificadas em 2008 e 2009.

Investidores Tradicionais

O documento destaca que o crescimento do investimento externo ocorreu na Ásia e na América Latina.

O economista da Unctad, Rolf Traeger, disse à Rádio ONU, de Genebra, que apesar do crescimento, os investidores tradicionais do Brasil, tiveram um desempenho fraco no ano passado.

"Um dos grandes fatores que explicam a recuperação do investimento direto estrangeiro em 2010, nos países em desenvolvimento e também no Brasil, foi o dinamismo do investimento Sul-Sul , ou seja, o fato de que houve um crescimento muito forte do investimento originado da Ásia e na América Latina mesmo, além dos investidores tradicionais", sublinhou.

O documento aponta que o interesse dos investidores latino-americanos, particularmente do Brasil, e da Ásia nas áreas de mineração, evitaram a queda do investimento na região africana.

Rolf Traeger falou sobre a atuação de empresas brasileiras na África de língua portuguesa.

"Obviamente há alguns casos de grandes projetos que foram feitos, por exemplo da Vale na mineração de carbono em, Moçambique etc. Há uma presença muito grande das empresas em Angola. Empresas de construção, e de recursos naturais como a Petrobras etc. E a perspectiva é que esses fluxos do Brasil para África, não só para os Palop, mas para outros países africanos de reforce em 2011 e nos anos seguintes", disse.

O relatório da Unctad informou que a China investiu mais de US$ 100 bilhões em todo o mundo.

*Apresentação: Monica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Fonte:

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/190201.html